3 perguntas para saber se você precisa de consultoria de amamentação

Há diversas formas de encarar a amamentação. Para muitas mulheres, esse é um dos momentos mais importantes da vida, pois por meio dela o bebê recebe um alimento que contribui para o desenvolvimento e o fortalecimento do seu sistema imunológico.  No entanto, embora natural, a amamentação não é algo tão intuitivo quanto possa parecer.

Amamentar tem se tornado cada vez menos comum, e diversos fatores contribuem para isso: a falta de informação que mina a confiança da mulher sobre as capacidades do seu corpo, a forte indústria alimentícia que insiste em comparar o leite da latinha com o leite materno (veja bem, em alguns casos essa é mesmo a melhor solução!), a falta de preparo de profissionais da saúde para lidar com o tema, entre tantas outros.

Pensando nisso, eu sempre procuro desmistificar alguns conceitos e tirar a maior quantidade de dúvidas a respeito do assunto aqui no blog, pois acredito que escolha consciente só se faz com informação! Hoje, então, vou comentar sobre três perguntas muito comuns sobre a amamentação e sobre a necessidade de ajuda profissional nesse processo. 

Confira a seguir!

1. O bebê só para de chorar quando é colocado para mamar. Será que é fome?

O choro é a principal forma de comunicação do bebê, enquanto que o peito é, muitas vezes, sua principal fonte de satisfação! No entanto, essa satisfação vai muito além da fome ou da necessidade do leite materno.  A teoria da exterogestação afirma que os três primeiros meses do bebê, após o nascimento, ainda podem ser considerados como parte do processo gestacional: é a gestação fora do corpo!  Por essa razão, o bebê ainda se sente extremamente ligado à mãe, sentindo necessidade do cheiro, do calor, do colo, do contato pele a pele! Além disso, os bebês apresentam uma necessidade fisiológica de sucção, que nos primeiros meses é um ato reflexo. Assim, o peito não é só alimento para o bebê, mas também aconchego, segurança, conforto e uma forma de satisfazer a essa necessidade de sugar!

2. Como saber se estou produzindo leite suficiente?

Muitas mães ficam inseguras no período da amamentação, principalmente por não saberem se estão produzindo a quantidade de leite suficiente para alimentar os seus bebês. Embora não seja possível quantificar a produção em mililitros, há outros parâmetros que podem nos dar referências sobre a efetividade da mamada e da produção láctea. 

O intervalo entre as mamadas pode ser uma referência. O bebê deve mamar o quanto quiser e quando quiser. No entanto, se os intervalos entre as mamadas estiverem muito reduzidos ou muito irregulares, é importante observar as eliminações fisiológicas, principalmente o xixi! Se o bebê estiver urinando pouco, com cheiro forte ou cor muito amarelada, é preciso atenção! 

O aspecto da mama após a mamada é preciso ser avaliado com cuidado. Depois que o bebê termina de mamar, o seio fica mais leve. Porém, lembre-se: o seio é “fábrica”, e não “estoque”, isto é, seios leves e mamas aparentemente vazias não são sinais de baixa produção. A maior parte do leite é produzido durante a mamada e não armazenado. Em relação à quantidade de leite produzida, a retirada com a bomba não é uma fonte muito confiável. Isso porque, como a produção ocorre durante a mamada, não é valido medir a quantidade de leite “ordenhado” pela bomba. Além disso,  sucção com ela não se compara à do bebê.

A baixa produção existe. Em casos como cirurgias para redução de mama, hipotireoidismo ou hipoplasia mamária pode haver, de fato, uma diminuição da quantidade de leite produzida. Na grande maioria dos casos, porém, esse fato está relacionado a um manejo clínico incorreto da amamentação, como esvaziamento inadequado das mamas. Se você tem dúvidas ou está insegura em relação à isso, não deixe de procurar ajuda com um profissional capacitado para atendimento em aleitamento materno.

3. É normal sentir dor ao amamentar?

Nos primeiros dias, sentir certa sensibilidade ao amamentar é comum. Ela ocorre porque o bebê e a mãe ainda não estão acostumados com todo o processo de amamentação.

Entretanto, os desconfortos iniciais acabam diminuindo ou se suavizando após os primeiros dias de lactação. Passado esse prazo, caso as dores persistam ou se tornem insuportáveis, elas podem ser sinais de outro problema, como posição incorreta do bebê, pega errada da mama, frênulo de língua alterado, dentre outros.

E então, preciso mesmo de consultoria de amamentação?

Na amamentação, a mulher e o recém nascido são os protagonistas desse processo e as intervenções devem ocorrer somente quando existe demanda para tal.

No entanto, se você deseja amamentar e está com dificuldades, é importante que procure um profissional capacitado em aleitamento materno. No nosso olhar, a amamentação é algo além de só nutrir um bebê adequadamente, e o atendimento deve ser focado na díade mãe-bebê, na formação do vínculo e no empoderamento materno. 

Se você não soube responder ou quer saber um pouco mais sobre as informações que expliquei acima, é hora de consultar uma profissional. Para tanto, entre em contato comigo, agende uma consulta e receba a sua consultoria de amamentação personalizada!

 

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