Como a laserterapia pode ajudar na amamentação?

Aqui no blog, falamos muito sobre o aleitamento materno e já esclareci alguns mitos bastante comuns sobre o tema.

Já sabemos, por exemplo, que o manejo clínico correto, a acolhida às necessidades da dupla e uma boa orientação são fatores fundamentais para o andamento do processo. Mas, sabemos também, cada experiência é única e nem sempre tudo sai como o esperado.

O artigo de hoje é sobre um recurso que pode auxiliar bastante em algumas dificuldades encontradas na amamentação. Por sua eficácia, ele tem se tornado o queridinho entre puérperas e profissionais: o laser de baixa potência.

O que é laser de baixa potencia

Bastante diferente do laser utilizado na depilação ou em cirurgias, o laser de baixa potência é uma luz, geralmente com comprimentos de onda vermelho ou infravermelho, que tem como objetivo otimizar processos terapêuticos naturais do organismo, como o reparo tecidual. Trata-se de um procedimento não invasivo, indolor, com pouquíssimas contraindicações e, se for realizado por profissional devidamente capacitado, não apresenta riscos e efeitos colaterais!

Em quais problemas o laser pode ajudar

Fissuras mamárias e dor

Embora sejam mais frequentemente associadas à pega inadequada, ao posicionamento incorreto e a alterações anatômicas do frênulo lingual, sabemos que as lesões mamilares podem ocorrer também pelo processo de adaptação à amamentação, ainda que os cuidados necessários sejam tomados para preveni-las.

Por serem normalmente acompanhados por dor, os traumas mamilares acabam por entrar na lista dos principais fatores de risco para desmame precoce, sendo importante que a cicatrização ocorra o quanto antes e que a resolução da dor ocorra de modo a tornar possível a manutenção do aleitamento.

Dentre os diversos métodos que conhecemos para lidar com essas fissuras ou rachaduras — como banho de sol e uso de pomadas cicatrizantes — o laser tem se mostrado o mais eficaz nas pesquisas atuais. Diversos estudos científicos comprovam que a laserterapia acelera o processo de cicatrização e, na maioria das vezes, promove uma analgesia imediata após a aplicação. No entanto, é muito importante ressaltar que, para que esses efeitos sejam observado, todos os aspectos clínicos devem ter sido bem avaliados e, quando necessário, corrigidos.

Ingurgitamento

Quando a mãe produz uma quantidade de leite muito maior do que o bebê consegue mamar, ocorre o chamado ingurgitamento. Durante a apojadura — também conhecida como “descida do leite”, ele é causando principalmente por edema, decorrente não só do acúmulo de leite, mas também da “congestão linfática”, o que deixa a mama endurecida e pode gerar dor e desconforto ao amamentar. Nesses casos, a drenagem linfática pode proporcionar certo alívio e o laser é um bom recurso para estimular essa função!

Obstrução de dutos

A obstrução dos dutos lactíferos pode levar a um processo inflamatório, gerando, também, dor e desconforto. Por sua ação analgésica e anti-inflamatória, a laserterapia pode auxiliar bastante nesses casos!

Candidíase mamária

Por meio de uma técnica denominada terapia fotodinâmica, o laser pode ser uma boa ferramenta no combate a infecções causadas por fungos resistentes a tratamentos medicamentosos.

Com a aplicação tópica (isto é, no próprio local) de um corante e sua associação com a luz vermelha, dá-se a formação de espécies reativas de oxigênio que são tóxicas ao microrganismo.

Ou seja, uma forma natural e não medicamentosa de combatê-los.

Deve ser usada junto ao tratamento médico indicado pelo profissional responsável pelo diagnóstico!

Nesse artigo, você conheceu os principais benefícios do laser de baixa potência para tratamento dos problemas decorrentes do aleitamento materno. Que tal receber uma visita minha na sua residência para, juntos, acabarmos com dores e desconfortos no aleitamento utilizando a laserterapia? Agende aqui!

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