Laserterapia pós-parto: quando e como aproveitá-la?

Oi pessoal!

Hoje vamos falar um pouquinho da laserterapia no pós-parto, pois sabemos que há situações bastante recorrentes e incômodas nessa etapa da maternidade. Elas vão desde as próprias consequências da amamentação, até desconfortos físicos e psicológicos provenientes do trabalho de parto ou do procedimento cirúrgico realizado.

Para algumas dessas condições, a laserterapia pode ser uma grande aliada no tratamento. A sua ação cicatrizante e analgésica é capaz de facilitar a recuperação de muitas mulheres nessa fase.

Mas atenção: nesse artigo vou abordar as possibilidades de uso do laser. Isso não quer dizer que todas as pessoas estejam aptas a trabalhar com esse recurso em todas as situações abaixo, ok? Quem me acompanha nos cursos já sabe o quanto eu enfatizo a importância de atuarmos dentro do nosso “quadrado”!

Por exemplo: eu, fonoaudióloga e consultora de amamentação, não me atrevo a utilizar o laser em uma lesão de períneo pois não é da minha competência a avaliação e o tratamento dessas lesões. Mas se você é enfermeiro, fisioterapeuta ou médico, se joga nessas dicas que esse recurso tem muito a acrescentar na sua prática clínica!

Olhem só em quanta coisa o laser pode auxiliar:

Na cicatrização do períneo

Sabemos que o parto normal apresenta muitas vantagens para a mãe e para o bebê. É por esse motivo que ele é o mais indicado pela OMS (Organização Mundial de Saúde). Mas, sabemos também, que em alguns casos podem ocorrer as lesões do períneo, que geram dor e desconforto.

Nesses casos, é necessário muito cuidado para a cicatrização da região. As principais medidas capazes de aliviar as dores e contribuir para o tratamento do períneo são exercícios e compressas frias e, recentemente, a laserterapia.

A partir da aplicação do laser de baixa potência, será possível acelerar a cicatrização do local e reduzir a dor e o desconforto sentidos pela mãe. O procedimento é indolor e indicado até o desaparecimento dos sintomas.

Nos desconfortos físicos e blues puerperal

Outros desconfortos muito comuns entre as mulheres, depois do parto, incluem o inchaço, a baixa imunidade e o cansaço extremo. Tais condições físicas também podem vir associadas, ou não, a desgastes emocionais.

No intuito de tratar ou amenizar os sintomas provocados por essas condições, também é possível contar com as vantagens da laserterapia. Nesses casos, o ideal é aplicar a chamada laserterapia sistêmica (ILIB),  que tem como objetivo a melhora do organismo como um todo.

Embora ainda não existam estudos específicos com puérperas, há evidências científicas de que essa técnica auxilia na drenagem linfática e também na melhora do humor, auxiliando no tratamento da depressão. Na prática clínica, no entanto, observamos bem como as mulheres se beneficiam desse recurso!

Nas fissuras mamárias

Durante o aleitamento materno, principalmente nas primeiras semanas, é muito normal as mães se queixarem de fissuras mamárias. Elas podem ocorrer devido ao mau posicionamento do bebê ao pegar o seio, à alterações estruturais da linguinha, pega incorreta, entre outros motivos que devem ser avaliados com cuidado! A dor provocada por essas feridas colocam os traumas mamilares como um dos maiores fatores de risco para o desmame precoce!

Para tratar as feridas, o laser de baixa potência é bastante indicado pelos profissionais da saúde. Ele é usado como coadjuvante no tratamento, ao acelerar a cicatrização das fissuras, provocar efeito analgésico e modular a inflamação.

Com poucas aplicações, geralmente de 2 a 4 sessões, a mãe já consegue voltar a amamentar seu bebê. E o mais interessante é que o laser pode ser aplicado diariamente, até o abrandamento dos sintomas.

Na recuperação das cesáreas

Quando é feito o procedimento cirúrgico o laser pode ser um excelente aliado no combate à inflamação, na aceleração do processo de cicatrização e também na recuperação da sensibilidade local e no alívio da dor na região operada.

Essas são algumas possibilidades de uso do laser! Quando entendemos que esse recurso é apenas uma ferramenta em nossas mãos, conseguimos utilizar o raciocínio clínico para atuar com responsabilidade em diversas das nossas áreas de atuação! Se achou interessante, é só acompanhar a minha agenda de cursos!!

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