Semana Mundial de Aleitamento Materno

Hoje começa a SEMANA MUNDIAL DE ALEITAMENTO MATERNO! Com o tema “Amamentação como chave para o desenvolvimento sustentável” a campanha chama atenção para o aleitamento materno como fator de contribuição para se atingir os OBJETIVOS DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL (ODS), conjunto de metas adotas na Cúpula das Nações Unidas em setembro de 2015.

Os 17 ODS e suas 169 metas deverão orientar as políticas nacionais de cada país e as atividades de cooperação internacional, nos próximos quinze anos, sucedendo e atualizando os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

Ser sustentável é ser capaz de aproveitar todos os recursos que temos hoje sem comprometer a disponibilidade desses para as gerações futuras. Entendo essa ideia, é fácil correlacionar a amamentação ao desenvolvimento sustentável!

Olha só a relação da amamentação com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável:

1 – Enfrentar a pobreza: O aleitamento materno é um alimento natural e barato para os bebês e as crianças de primeira infância. É acessível para todos e não existe um custo para o orçamento familiar em oposição à alimentação artificial. O aleitamento materno contribui para a redução da pobreza.

2 – Fome zero: a amamentação exclusiva por 6 meses e continuada por dois anos ou mais fornece nutrientes de alta qualidade e é adequada em energia, podendo ajudar a prevenir a fome, a desnutrição e a obesidade. A amamentação também significa segurança alimentar para a criança.

3 – Boa saúde e bem estar: A amamentação melhora significativamente a saúde, o desenvolvimento e sobrevivência de bebês e crianças. Ela também ajuda a melhorar a saúde e o bem-estar das mães, tanto a curto como a longo prazo.

4 – Educação de qualidade: A amamentação e a alimentação complementar adequada são essenciais para a aprendizagem. Amamentação e alimentação complementar de boa qualidade contribuem significativamente para o desenvolvimento mental e cognitivo e, portanto, ajudam na aprendizagem. 

5 – Igualdade de gênero: A amamentação ajuda a igualdade entre todos e todas, oferecendo para cada menina e menino o melhor início de vida. A amamentação é um direito único das mulheres que deve ser apoiada por toda a sociedade para que possa ser praticada de forma ótima. A experiência da amamentação pode ser exitosa e enriquecedora para a mãe, já que ela assume como alimentar seu bebê.

6 – Água potável e saneamento: A amamentação sob demanda fornece toda a água de que necessita um bebê, inclusive no verão. Em contraste, a alimentação com fórmula requer acesso à água potável, higiene e saneamento

7 – Segurança de energia limpa: A amamentação consome pouca energia em comparação com as fórmulas artificiais provenientes da indústria. Ela também reduz o consumo de água, fogo e outros combustíveis usados na moradia.

8 – Trabalho decente e crescimento econômico: Mulheres que amamentam que recebem apoio de seus empregadores desenvolvem uma relação de maior produtividade e lealdade ao emprego. A proteção da maternidade, bem como outras políticas trabalhistas, permitem que as mulheres conciliem amamentação e trabalho remunerado. Empregos dignos são aqueles adequados às necessidades de mulheres que amamentam, especialmente aquelas que vivem em situações precárias.

9 – Indústria, inovação e infraestrutura: Com a industrialização e urbanização, os desafios de tempo e espaço tornam-se mais difíceis. As mães que amamentam e que trabalham fora de casa enfrentam estes desafios e precisam do apoio de seus empregadores, suas famílias e comunidades. Creches perto do local de trabalho, salas de apoio à amamentação e períodos de pausa para amamentar podem fazer uma grande diferença.

10 – Redução das desigualdades: As práticas de amamentação diferem em todo o mundo. A amamentação deve ser protegida, promovida e apoiada para todas as mulheres, especialmente aquelas que vivem em situações de pobreza e vulnerabilidade. A prática de amamentar ajuda a reduzir as desigualdades.

11 – Cidades e comunidades sustentáveis: Na agitação das grandes cidades as mães lactantes e seus bebês precisam se sentir seguros e bem-vindos em todos os espaços públicos. Quando os desastres e crises humanitárias acontecem, as mulheres, bebês e crianças são afetados de maneira desproporcional. As mulheres grávidas e lactantes precisam de um apoio especial nestas circunstâncias.

12 – Consumo e produção responsável: A amamentação é uma fonte de nutrição e sustento saudável, viável, não-poluente e não predatória de recursos naturais.

13 – Ação contra as mudanças climáticas: A amamentação salvaguarda a saúde e nutrição infantil em tempos de adversidade e desastres relacionados às mudanças climáticas devido ao aquecimento global.

14 – Vida submarina: A amamentação envolve menos resíduos em comparação com a alimentação com fórmula artificial. A produção e distribuição de fórmula infantil envolve resíduos que poluem os oceanos e afetam a vida marinha.

15 – Vida na terra: A amamentação é ecológica, ao contrário da fórmula infantil. A produção de fórmulas implica na produção leiteira que envolve colocar pressão sobre os recursos naturais e contribui com as emissões de carbono e as mudanças climáticas.

16 – Paz, justiça e instituições fortes: A amamentação é consagrada em numerosos acordos e convenções de direitos humanos. É necessário que existam leis e políticas públicas nacionais para proteger e apoiar as mães que amamentam e seus bebês e para garantir o respeito aos seus direitos.

17 – Aliança para atingir os objetivos: A Estratégia Global para a Alimentação de Lactentes e Crianças Pequenas estimula a colaboração multisetorial e uma variedade de parcerias para apoiar o desenvolvimento de programas e iniciativas de aleitamento materno.

Fonte: http://www.ibfan.org.br/site/wp-content/uploads/2016/04/1-WabaCal_Poster_Back_final.pdf

Posts Recentes