Semana Mundial de Aleitamento Materno – Empoderando pais e mães

Todos os anos, na primeira semana de agosto, é comemorada a Semana Mundial de Aleitamento Materno, que foi criada em 1948 com o intuito de promover o aleitamento e a saúde das crianças. Atualmente ela acontece em 120 países e, anualmente, um tema é escolhido e, a partir dele, ações são propostas. Sabe-se que cerca de 800.000 mortes de crianças menores de cinco anos seriam prevenidas se as crianças fossem amamentadas. Assim, investir na amamentação é uma das estratégias de saúde pública mais eficazes (e baratas) de combate à mortalidade infantil.

O tema escolhido para 2019 foi “Empoderar mães e pais, favorecer a amamentação. Hoje e para o futuro!”, pois é de entendimento de que é preciso um esforço grupal para que uma mãe consiga amamentar e que todos os índices de aleitamento aumentem.  Para tanto, é preciso uma mudança geral de comportamento por parte do companheiro/da companheira daquela mãe, de sua família, da sociedade e dos empregadores.

Ainda que a amamentação em si seja de domínio da mãe, ela vai para além de dar o seio e, portanto, é necessária uma abordagem inclusiva do assunto. Desta forma, a ideia da SMAM 2019 é trabalhar a equidade de gêneros, trazendo para todos a responsabilidade pelo aleitamento. Assim, políticas públicas de ampliação à licença paternidade são mais do que bem vistas, para que esse pai seja verdadeiramente atuante em sua paternidade, assumindo cuidados parentais para além da amamentação. Além disto, espaços de trabalho com estrutura para que a nutriz possa manter o aleitamento após seu retorno são fundamentais para o prolongamento da amamentação.

Com base neste tema, a gente se pergunta: o que as mães e pais precisam para que se tenha uma boa lua de leite?

Em primeiro lugar: apoio do parceiro ou da parceira. A amamentação, por mais que seja um processo fisiológico e o melhor alimento para um bebê, é uma escolha. E sem apoio, fica difícil manter essa escolha. O casal precisa estar em sintonia e o papel do pai é acolher os sentimentos daquela mãe, apoiá-la em suas decisões e atuar como uma blindagem aos pitacos não solicitados. Um pai presente em casa, em especial nos primeiros meses de um bebê, que demandam muito, que assuma as demandas mundanas de casa, de outros filhos (se existirem), que se vincule com o bebê e permita que a mãe se entregue faz toda diferença.

Portanto, uma lua de leite satisfatória é aquela onde a mãe tem seus direitos trabalhistas garantidos, de preferência com licença de 180 dias, o pai tem licença paternidade garantida, de pelo menos 20 dias (mas o ideal seria licença parental equânime entre eles) e que as leis já existentes, que preveem, por exemplo, lactários em locais de trabalho com mais de 30 mulheres, fossem respeitadas e colocadas em prática.

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